O jornalista Luis Nassif comunicou ontem em seu blog que a Editora Abril conseguiu a primeira condenação nos diversos processos que move contra ele. Nas palavras de Nassif:Se você ainda não leu, leia o dossiê que Luis Nassif fez sobre a revista Veja aqui. Por ser um jornalista sério e competente, Nassif tem nosso apoio. Caso você tenha um blog, fique à vontade para copiar a imagem acima e colocar na sua página. Chega de macartismo, chega de jornalismo de negócios. O Brasil precisa de uma imprensa séria e uma mídia responsável. Pluralismo de ideias com ética e respeito à inteligência dos leitores.Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.
Não me intimidaram.
Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.
Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.
Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.
Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.
Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos.


Amigo Rapha,
Não sei baseado em quais critérios e parâmetros você considera o sujeito em questão um profissional sério e competente, mas, pra mim, jornalista de serviços é tão ruim quanto jornaista de negócios.
Em outras palavras: jornalista que escolhe um lado está sempre do lado errado (Ahfalei.com.br.Um dia ainda crio um blog com esse nome).
Mas deixa pra lá. Mudando de assunto, eu resolvi seguir o seu conselho do twitter, então, como treino, segue a pírula do dia, ouvida ontem no elevador do meu prédio:
"- Eu acho legal o horário de verão. Eu só não gosto de ter que ficar acordada até a meia-noite pra adiantar o relógio".
Abração,
Tributado.
Caro Tributado,
Não tem como não escolher um lado. Imparcialidade não existe em jornalismo. Há sim bons argumentos. O jornalismo de negócios não é jornalismo, é produção de factóides a serviço de interesses econômicos.
Ah do twitter é boa! hahaha
Abração,
Rapha
Rapha,
Essa velhinha é uma fonte inesgotável. Outro dia, descendo com um botijão no mesmo elevador, ela reclamava que o seu gás sempre acaba quando ela está cozinhando.
Por que será, né?
Abç.
Tributado.